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20 set 2019

Confinamento de gado de Rondônia abate 75 mil animais por ano

Nadir Razini comanda império do agronegócio que fatura R$ 300 milhões por ano

O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, nesta semana, o pecuarista Nadir Razini, representante do empresário paranaense Alceu Elias Feldmann, que tem cinco grandes fazendas no Cone Sul. Aos 71 anos, o veterano criador falou do maior confinamento de gado de Rondônia, implantado por ele 27 anos atrás. “Começamos com 40 cabeças”, disse, sorrindo, o descendente de italianos.

Os números da Fazenda Juliana, que fica a 40 km de Chupinguaia, são superlativos: com “capacidade estática” para confinar 44 mil animais por ano, a propriedade aumenta em outros 12 ou 15 mil o plantel, graças ao “repique”, que é a colocação de bois que ficam no local por alguns meses, antes do abate.

Juntando ao montante o gado que vem de outro confinamento, em Ariquemes, o total abatido nas fazendas de Feldmann em Rondônia chegam a inacreditáveis 75 mil cabeças por ano.

Comando um exército de 470 empregados, Razini revelou que, dos 25 mil hectares de soja plantados em todas as fazendas, a Juliana consome cerca de 10% para alimentar o rebanho confinado. “Já a safra de milho produzida é toda consumida pelo gado que confinamos”.

Um vídeo que está sendo compartilhados nas redes sociais (VEJA ABAIXO) mostra o gigantismo do confinamento, que “Seu” Nadir acompanha de perto. O empreendimento tem grande preocupação com a sustentabilidade e, por isso, análises da água das lagoas da propriedade são feitas regularmente.

Grandes tanques, cujas rodas d’água produzem toda a energia usada para tocar o confinamento, são cuidadosamente monitorados. Mas não são eles que recebem o chorume. São outras lagoas que captam os dejetos. “Com esse sistema, evitamos que rios e igarapés próximos sejam poluídos”, disse o pioneiro, que desembarcou em Vilhena 34 anos atrás.

Responsável também pelo melhoramento genético do gado na região, o homem que comanda o império do agronegócio é um sujeito simples, mas rígido na função que exerce. “Tento ser justo com quem trabalha comigo, e exijo que praticamente tudo o que consumimos seja comprado aqui em Vilhena”.

E o impacto dos negócios do grupo paranaense na economia local é traduzido em cifras astronômicas: faturamento de R$ 300 milhões por ano, dos quais a maior parte é usada na compra de insumos, alimentos, combustíveis, peças e dezenas de outros itens, fora os impostos e taxas, que abastecem os cofres do município, do Estado e da União.

Ao comentar os outros confinamentos que surgiram na região nos últimos anos, Razini explica que o fato de as fazendas que gerencia produzirem o próprio alimento que abastece a criação é determinante para uma margem de lucro maior.

Mas, que ninguém pense que o velho pecuarista liga para a concorrência: praticamente todos os criadores de gado em confinamento no Cone Sul ouviram os conselhos dele antes de investir no segmento. “A gente passou o que aprendeu nestes 22 anos. Assim, eles evitaram os erros que eu cometi”, finalizou.

Clique abaixo e assista o vídeo:

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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05 abr 2019

Como os drones podem otimizar custos, impactar negócios e a vida das pessoas

É cada vez mais comum a presença dos drones no dia a dia das pessoas e em vários mercados que dependem de algum tipo de imagem aérea, seja para gerar dados específicos ou otimizações processuais, melhorias e redução significativa de custos ou uso recreativo.

Números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) comprovam que estes equipamentos no País registraram crescimento exponencial de quase 100% em dois anos. Em 2017, quando o registro de drones passou a ser obrigatório na Anac, tanto para o uso profissional quanto recreativo, haviam 30.087 no país. Esse número passou para 59.491 em 2018 e até o presente momento, em 2019, o registro é de 62.048 unidades, podendo ultrapassar 80 mil até dezembro.

E ONDE ESTÃO ESSES DRONES?

Uma estimativa da consultoria PwC aponta que o uso do equipamento para o mercado de agronegócios no país é superior ao resto do mundo, onde cerca de 40% das aeronaves não tripuladas estão presentes criando novas oportunidades de serviços, otimizando produção de imagens e consequentemente reduzindo custos.

Os drones podem ser úteis em diversos outros segmentos, desde aplicações com maiores níveis de especialização, até aplicações cotidianas. Estes podem ser explorados nas áreas de segurança pública e privada, mineração, energia, mercado imobiliário para vistorias, mapeamentos de diversas finalidades, inspeções para fins de seguro, acompanhamento de obras e diversas outras aplicações que ainda devem surgir.

Os drones oferecem ainda muitas oportunidades de empregos para operadores e profissionais especializados no processamento e análise dos dados. Além dos empregos, estima-se ainda que muitos custos operacionais serão reduzidos e isso pode refletir diretamente no bolso do consumidor final. Um bom exemplo é o uso de drones pulverizadores na agricultura que atuam no foco das doenças, pulverizando somente locais que necessitam de ações. Se comparado aos processos convencionais de pulverização por meio de aviões agrícolas, os custos são consideravelmente menores e ainda mais eficazes.

Startup de drones visa facilitar a compra de serviços buscando as melhores condições comerciais para clientes

Localizada em um ambiente de inovação do Centro Incubador de Empresas de Marília-SP (http://ciem.univem.edu.br), está a Vooxer (www.vooxer.com), um marketplace de serviços com drones que busca resolver problemas relacionados a padronização de preços, produtos e ainda “zerar” os custos relacionados a mobilização na hora da prestação de algum tipo de serviço.

Na Vooxer, o usuário insere a sua demanda e ela retorna os valores e prazos estimados para atende-las na região especificada. Permanecendo o interesse no serviço, a plataforma retorna ao com cotações de parceiros para atender a demanda, buscando os prestadores qualificados. Optando pela aquisição, o cliente escolhe a melhor proposta, realiza o pagamento e o prestador de serviços é acionado para realizar o trabalho. A Vooxer disponibiliza um meio de rastreamento das etapas do trabalho e valida os produtos antes de serem entregues, repassando o pagamento ao prestador somente após a aceitação dos trabalhos pelo cliente.

Para Antonio Lira, fundador da Vooxer, a startup surgiu com o objetivo de reduzir custos as empresas usuárias de imagens aéreas. De acordo com ele, o aplicativo Vooxer oferece a comodidade do cliente não precisar pesquisar com várias empresas prestadoras de serviços e desconhecidas, pois o trabalho da Vooxer é justamente encontrar as melhores condições a seus clientes.

Ainda para quem se interesse em prestar serviços, é possível se cadastrar como parceiro e atender clientes. Todos os prestadores de serviços passam por um processo de qualificação e são orientados em um plano de desenvolvimento para atenderem aos mercados que são de seu interesse.

Nem só de mapeamento vivem os drones

Um dos maiores desafios que estas startups encontram no Brasil é a grande dimensão das áreas no setor de agricultura. Segundo a NASA, o Brasil possui hoje 63.994.479 hectares de área plantada. Pensando em resolver este problema, a Startup Brasileira Nuvem UAV (NuvemUAV.com), que tem filial nos Estados Unidos, desenvolve drones com foco em alta produtividade. Enquanto os modelos chineses se limitam a 20 minutos de voo e carregam câmeras de pequeno formato, a Nuvem UAV utiliza sensores especiais para agricultura e conta com modelos que vão de 1 hora de voo, como é o caso do multirotor Drone Spectral (DroneSpectral.com), até 3 horas, como o modelo de asa fixa Batmap (Batmap.com.br), cobrindo em um único voo áreas de mais de 10 mil hectares, dependendo da resolução desejada.

“As aplicações para estas plataformas são infinitas. O Drone é apenas um meio, não o fim. E como toda tecnologia, o drone veio para automatizar o trabalho repetitivo e perigoso, para que o homem gaste mais tempo pensando e menos tempo no trabalho braçal”, afirma Alexandre Mainardi, C.E.O. Da Nuvem UAV. Recentemente a empresa forneceu 15 drones para o controle biológico de uma fazenda de soja no Mato Grosso. Os drones são equipados com um dispenser que liberam pequenos ovos de uma espécie de mosca, que por sua vez faz o controle dos parasitas na plantação.

Segundo Alexandre Mainardi, com o uso dos drones a fazenda passou a realizar o mesmo serviço 12 vezes mais rápido se comparado ao modo anterior, que era realizado por pessoas caminhando por entre a plantação.

Assessoria especializada na hora de comprar seu drone

Na hora de comprar um equipamento, muitas pessoas se deparam com uma infinidade de marcas, modelos, preços e acessórios. Segundo Henrique Oliveira, da Startup Dronee (www.dronee.com.br), comprar um equipamento errado pode restringir o tipo de prestação de serviços que será ofertado ao mercado.

“Na hora de comprar um equipamento é importante entender qual o mercado espera-se atingir e qual valor agregado será entregue aos clientes”, destaca Henrique.

A Dronee auxilia pessoas que desejam comprar seus equipamentos e não sabem qual a melhor opção. No site da empresa, o usuário preenche um formulário indicando para qual aplicação deseja comprar um drone e, em até 24h, recebe um relatório personalizado com as melhores opções.

Fonte : exame.abril.com.br

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05 abr 2019

Cinquenta e seis barragens são interditadas por não atestarem segurança

A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou a interdição de 56 de barragens que não atestaram segurança nas estruturas.

Trinta e seis estão em Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho e a do Fundão, em Mariana.

Além disso, 20 das barragens impedidas de operar pertencem a mineradora Vale.

As estruturas foram interditadas porque as informações encaminhadas à agência reguladora, pelas empresas, apontaram falta de estabilidade nos empreendimentos.

Algumas empresas sequer enviaram o relatório que garantia a segurança das estruturas.

Em entrevista à TV NBR, o diretor da ANM Eduardo Leão afirmou que as 425 barragens que fazem parte da Política Nacional de Barragens são obrigadas a encaminhar relatório de estabilidade.

 “Automaticamente as 56 [barragens] já estão interditadas e as empresas, agora, têm obrigação de fazer reforços, investimento em obras, para que ela consiga elevar seu fator de segurança para ela ter estabilidade.”

As demais barragens interditadas estão localizadas em São Paulo, no Mato Grosso, no Rio Grande do Sul, em Goiás, no Pará, Amapá e Paraná.

A decisão foi tomada na noite dessa terça-feira (2) atendendo ao que é determinado na Declaração de Condição de Estabilidade.

Em fevereiro, após o rompimento da barragem em Brumadinho, a agência reguladora estabeleceu um prazo de 30 dias para o encaminhamento das informações sobre as barragens do tipo à montante. A Vale informou que está trabalhando com seus técnicos e especialistas de renome mundial em investigações complementares para garantir que o modelo utilizado pelos auditores externos está adequado e já está planejando medidas de reforço para o incremento dos fatores de segurança dessas estruturas.

Fonte : ebc.com.br

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05 abr 2019

Após tragédia faturamento com mineração em Minas cai 64%

Os impactos do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, no dia 25 de janeiro deste ano,  já são sentidos na economia mineira. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta quarta-feira (3) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o faturamento real do setor extrativo mineral apresentou queda de 64% em fevereiro de 2019, comparado a fevereiro de 2018. Mais do que isso, a interrupção parcial da atividades nesse segmento em Minas Gerais afetou o desempenho da economia do Estado. No índice geral, o faturamento real da  indústria teve queda de 0,3% no mesmo período.

A receita do setor de mineração caiu pelo segundo mês consecutivo. Com o desempenho negativo de 36% em janeiro  deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, no acumulado do ano as perdas chegaram a 56,2%. Ainda na área extrativista, as horas trabalhadas na produção registraram em fevereiro o maior decréscimo para o mês desde 2015, 33,4%. Também recuaram a massa salarial (-15%) e o rendimento médio real (-16,5%).

Um outro dado preocupante para a indústria foi a redução da capacidade instalada. Mantendo a comparação entres os  meses de fevereiro de 2018 e 2019, o recuo foi de 20,9 pontos percentuais. De acordo com análise da Fiemg, a paralisação parcial da atividade extrativa representa um grande desafio para a economia do estado. A queda na oferta de commodities minerais, além de comprometer a produção de importantes setores industriais, tem impacto em toda a cadeia de fornecedores do setor.

Fonte : Hojeemdia

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01 abr 2019

Seguro rural: governo deve usar dinheiro da equalização de juros para subvenção

Estimativa é que seriam necessários ao menos R$ 4 bilhões para atender o setor, mas valor a ser anunciado deve ser de R$ 1 bi; gestão de risco de quebra de safra pode ajudar instituições financeiras a aumentar o crédito

O Ministério da Agricultura (Mapa) estima que seriam necessários R$ 4 bilhões para atender quase todo o setor com subvenção ao prêmio do seguro rural. Por enquanto, no entanto, o valor que deve ser anunciado no próximo Plano Safra é de um R$ 1 bilhão. O dinheiro vai ser retirado dos recursos usados para a equalização dos juros

A gestão de risco de quebra de safra pode ajudar as instituições financeiras do agronegócio a aumentar o crédito e diminuir os juros. A medida traria maior segurança em relação ao pagamento dos débitos por parte dos produtores. É por isso que o ministério quer conseguir mais recursos para subvenção ao prêmio do seguro rural.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, o objetivo é de que o seguro seja um vetor para baixar os juros das operações. “Se a operação é segurada, se aquela lavoura é segurada, ela tem menos risco. Então, poderia ter juros mais baixos”, diz.

Marques reconhece que o montante necessário seria de pelo menos quatro vezes o que o governo pretende alcançar. Mas diz que os valores precisam ser aumentados gradualmente. “Muitas coisas têm que ser arrumadas na base: a questão dos peritos no campo, algumas regras têm que ser ajustadas, o zoneamento tem que estar sempre em atualização e modernização”, afirma o secretário.

No Plano Safra passado, R$ 220 bilhões foram anunciados para crédito ao setor, com R$ 10 bilhões do Tesouro para equalização dos juros a 6,5% . É desses montante que o governo pretende transferir parte dos recursos para o seguro. “Isso não quer dizer que a gente vai ter menos dinheiro para o crédito. Vamos fazer essa engenharia toda pra tentar manter o mesmo volume de recursos do ano passado”, conta Marques.

O fortalecimento do seguro rural é o principal pedido dos produtores à ministra Tereza Cristina. O presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Juliano Schmaedecke, lembra que num ano como este, em que houve quebra na safra do estado, o dinheiro para de girar nos municípios. “Tendo um seguro, o produtor continua a trabalhar normalmente e as cidades não param, assim como os investimentos. Tudo continua fluindo, porque na parte dos bancos não há negativação do produtor rural . Vida que segue, né?”, resume.

Para o presidente da Aprosoja do Paraná, Márcio Bonesi, a expectativa é de que o seguro realmente proteja a renda do produtor. “E que também sirva de garantia para ele possa buscar financiamentos em órgãos financeiros”.

A avaliação do economista Newton Marques é de que o fortalecimento do seguro rural não só atende ao setor, como contribui para o crescimento econômico do país. Segundo ele, se o seguro cobrir o preço do que ele plantou, o produtor vai conseguir alcançar o nível de oferta. “Isso é bom para todo mundo, porque o nível de oferta maior pra produtos agrícolas melhora nossa pauta de exportações e o consumo interno. A inflação agradece”, diz.

Fonte : Canal Rural

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01 abr 2019

Os desafios do agronegócio brasileiro para 2019

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em recente manifestação – valendo-se de estudos da Conab e de outras agências de avaliação – informou que a safra de grãos será maior em 2019, o clima será mais favorável, o PIB do agro crescerá 2% e o Valor Bruto da Produção (VBP) será 4,3% maior. São estimativas positivas depois de um 2018 prejudicado pelo clima, pela greve dos caminhoneiros e o consequente tabelamento do frete, o que promoveu alta no preço dos alimentos e dos insumos agrícolas, afetando o custo da produção e a rentabilidade do produtor.

Mas, apesar das adversidades, 2018 foi positivo para o agro brasileiro. Segundo o DERAL (Departamento de Economia Rural do PR), o agronegócio brasileiro exportou US$ 102 bilhões (bi) e importou apenas US$ 14 bi, gerando um saldo de US$ 88 bi, o maior saldo da história do agronegócio brasileiro. Somente o complexo soja respondeu por US$ 41 bi desse saldo, dos quais, a maior parte resultou da exportação de 83,6 milhões de toneladas de grãos – principalmente para a China, que nos beneficiou com prêmios pagos nos portos por conta da sua guerra comercial com os EUA.

A soja é o principal produto exportado pelo Brasil, tanto em volume, quanto em termos financeiros. Embora a maioria dos estados brasileiros produzam soja, mais de 50% da produção concentra-se em três estados: MT, PR e RS, pela ordem. No ciclo atual, no entanto, dada a estiagem que afetou a produção do PR, a safra gaúcha deverá superar a paranaense (19,0 Mt ante 16,5 Mt), após 15 anos na vice liderança (1996 a 2000).
Apesar de a produção de soja da temporada 2018/19 ter sido prejudicada pelas condições climáticas desfavoráveis na maioria dos Estados produtores – com exceção do RS – o clima favorável neste início de 2019 promete uma colheita de algodão e milho safrinha bem maior do que a de 2018, cuja produção foi prejudicada pelo mesmo fenômeno climático que agora afetou a soja, o feijão e o arroz. Apesar da queda na produção de soja (-5%), feijão (-23%) e arroz (-12%), a Conab estima que a produção total de grãos em 2019 será maior do que foi em 2018 (233 Mt em 2019, ante 228 em 2018).

Embora a expectativa para a safra de grãos e fibras colhidos em 2019 seja de aumento do volume, também é de incertezas quanto à comercialização, visto que as boas condições que promoveram a safra anterior (prêmios pelo litígio comercial China/EUA, quebra da safra argentina em aproximadamente 20 Mt e alta cotação do dólar), dificilmente se repetirão na temporada atual.
Sem as condições favoráveis de mercado acontecidas no exercício de 2018, dificilmente poderemos adiantar bons preços para a soja e outros grãos, comercializados em 2019, apesar de haver uma expectativa de redução da área cultivada com soja nos EUA, o que poderia ajudar na elevação do seu preço de mercado.
Ademais, vale lembrar que a rentabilidade do negócio agrícola não depende apenas da boa produtividade e dos bons preços de mercado. Depende também da boa gestão da propriedade, da redução dos custos de produção e da tolerância a adversidades climáticas. Uma das formas mais óbvias de redução dos custos é a utilização racional dos agrotóxicos no controle das pragas, doenças e plantas daninhas e a prática da inoculação, em lugar de fertilizantes nitrogenados. Por outro lado, as adversidades climáticas são muito menos danosas quando se faz o manejo eficiente do solo, utilizando-se corretamente Sistema Plantio Direto, a Integração Lavoura-Pecuária, dentre outras boas práticas.

Fonte : Canal Rural

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28 mar 2019

Ministro de Meio Ambiente garante que licença e fiscalização na mineração devem ter foco em questões relevantes

Indagado sobre como ficarão as licenças ambientais já conferidas em relação ao setor de mineração após a tragédia na barragem de Brumadinho (MG), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reforçou que, embora não possa falar em nome do Ministério das Minas e Energia (MME), o sistema de fiscalização na mineração deve ter um modelo que “foque em questões mais relevantes”. “Esse pressuposto é fundamental”, assinalou Salles, na manhã desta segunda-feira, 25, em São Paulo, durante debate promovido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB).

O ministro acrescentou que os recursos públicos são finitos, tanto em termos de infraestrutura quanto de recursos humanos. “Se se utilizar o pressuposto de que tem de ter a quantidade de funcionários que for necessário, você rasga a lei de responsabilidade fiscal”, disse. “Por isso, a destinação correta desses recursos é extremamente importante; deve-se alocar o corpo técnico e a atividade estatal no que é mais relevante e prioritário, que é o maior papel do Estado.”

Partindo desse pressuposto, Salles defendeu um sistema de licenciamento e fiscalização ambiental para o que é efetivamente mais relevante. “Atividades de pouco significado em termos de risco ambiental podem ser autodeclaratórias; depois, o Estado vai fazer sua fiscalização de maneira sistemática e, posteriormente, ser firme nas consequências.”

O ministro continuou, dizendo que o sistema ligado à fiscalização e licenciamento é tão restritivo que “acaba infantilizando” as responsabilidades. “Temos de ter normas mais equilibradas, mas quem descumprir vai ter o peso da lei ‘mesmo'”, assinalou. “Para tanto, teremos de ter maior qualificação nos órgãos de fiscalização e de licenciamento no que realmente interessa. Hoje há corpos técnicos deslocados para fazer análises de baixo risco e, no que o Estado deveria ser mais rigoroso, há um nível de superficialidade muito grande.”

Assim, Salles disse que o interesse do Ministério do Meio Ambiente é “focar no que realmente interessa, para trazer licenciamentos mais céleres naturalmente”. Não que se vá pular etapas ou diminuir a fiscalização ambiental, comentou. “Racionalizando a fiscalização e com a autodeclaração, teremos mais gente cuidando de menos problemas”, disse.

Salles informou ainda que, no caso específico de barragens de mineração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foi entregue ao MMA “com 12 fiscais para o Brasil inteiro”. “Isso é reflexo do agigantamento da máquina pública para coisas que não têm a menor importância e a falta de discernimento para aquilo que realmente é o papel do Estado.” “Temos um Estado grande e fraco.”

Ele finalizou, dizendo que se o Estado tivesse um sistema de fiscalização bem estruturado, treinado e com recursos, com certeza os riscos inerentes à mineração seriam mitigados e “provavelmente evitados”. Ainda na questão da fiscalização ambiental de barragens, ele reforçou que, “sob a ótica ambiental, não haverá endurecimento linear”. “Haverá racionalidade no processo. No que precisarmos ser aprofundados, seremos.”

Fonte: Massa News

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27 mar 2019

Volume exportado por Rondônia neste ano chega a 212,2

A carne representa 53% das exportações no estado de Rondônia, segundo a Coordenadoria de Desenvolvimento Agropecuário da Secretaria de Agricultura (Seagri). A soja, até o momento 26%. Contudo, a carne entra nesta faixa com apenas 13% de todo o bolo do que é exportado pelo Estado. O impressionante é que a soja participa com 60% do volume de tudo que é exportado.

O volume exportado pelo estado de Rondônia em 2019 totalizou 212,2 milhões de toneladas com destaque para soja com 127,2 mil toneladas, representando US$ 43,4 milhões, que ao serem convertidos em reais representam algo em torno de R$166,3 milhões. O estado exportou neste período 27,1 mil toneladas de carne, entesourando em US$ 80,7 milhões, o que representa R$340,8 milhões de reais.

E tem mais: soja e carne totalizam 79% de todo o valor que é negociado no mercado interno e 73% do volume exportado para o mundo, principalmente para Ásia, China e outros países. Os governos de Rondônia e Acre trabalham no sentido de que a carne dos dois estados seja certificada ainda em 2019, para alcançar o Mercado Comum Europeu e Estados Unidos.

Tem espaço sobrando para crescer
Na opinião do secretário de Agricultura, Evandro Padovani, o estado tem um potencial imenso para crescer, embora neste momento a região esteja sendo castigada pelo inverno Amazônico com excesso de chuvas, mas os produtores rurais já conseguiram colher mais de 70% das lavouras cultivadas. Para o secretário, as novas tecnologias, insumos e equipamentos de primeira geração, estão permitindo que num curto espaço de tempo os agricultores possam plantar e colher com mais qualidade.

Mais de um milhão de toneladas
O gerente comercial da Central Agrícola, em Vilhena, Robson Rizzon, frisa que as perdas em consequência das chuvas esporádicas na região do Cone Sul são irrisórias e não há condições de se dimensionar estes percentuais. Ele confirmou que a projeção para a colheita de soja gira em torno de 1,1 milhão de toneladas nesta safra, com uma produção média em torno de 55 a 60 sacas de 60 quilos por hectare de lavoura cultivada.

É importante salientar que as áreas cultivadas com soja em Rondônia ocupam pouco mais de 1% do solo próprio para lavouras desta oleaginosa, 260 mil hectares, distribuídos nos 52 municípios, enquanto a pecuária está presente em mais de 8 milhões de hectares. A soja também está chegando com força no município de Porto Velho propiciando duas colheitas anuais.

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26 mar 2019

Chuva atrasa colheita no Paraná; região norte já tem soja avariada

A colheita da safra de soja 2018/2019 atingiu 67% da área cultivada no Brasil na última quinta-feira, dia 21. De acordo com a consultoria AgRural, os trabalhos de campo ainda seguem adiantados, já que no mesmo período do ano passado a colheita estava em 65% e na média dos últimos cinco anos, em 63%.

Apesar de mais adiantado, o ritmo da colheita diminuiu nas últimas semanas. “Os trabalhos avançam em ritmo mais lento já há algumas semanas por causa das chuvas que caem em boa parte do país”, avaliou a consultoria.

A AgRural ressalta que Mato Grosso é o estado com a colheita mais avançada – com 99% da área colhida, onde os trabalhos já estão praticamente encerrados. Em Mato Grosso do Sul, onde a colheita alcançou 98% da área cultivada, a situação é parecida. Rondônia (95%), São Paulo (94%) e Goiás (92%) também estão com a colheita próxima do fim.

Em contrapartida, o Paraná está atrasado em relação ao ano passado por causa das chuvas. Na última quinta-feira, 72% da área estava colhida.

“Há relatos de excesso de umidade em lotes recém-colhidos e casos pontuais de grãos avariados no norte do estado, onde a colheita já está entrando na reta final. No Sul, onde a colheita é mais tardia, ainda não há queixas de perda qualidade”, disse a AgRural.

A estimativa atual da entidade para a produção de soja na safra 2018/2019 é de 112,9 milhões de toneladas, 8,5 milhões de toneladas a menos do que poderia ser produzido se não fosse o tempo quente e seco em dezembro e janeiro, que afetou principalmente os estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul. A próxima revisão será feita na primeira quinzena de abril, com foco nos estados do Matopiba e do Rio Grande do Sul, que têm calendário mais tardio.

Fonte: Canal Rural

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21 nov 2018

Demanda mundial por soja e os desafios para a produção nacional

No meio deste século, a demanda mundial por soja do planeta será de 700 milhões de toneladas de soja, o dobro da produção atual.

O Brasil, segundo maior produtor mundial da leguminosa, poderá aproveitar a oportunidade dessa crescente demanda mundial por soja se investir em pesquisa, infraestrutura e política agrícola, segundo a Embrapa. Essas são algumas observações de uma Nota Técnica (clique aqui) elaborada por pesquisadores da Embrapa que delinearam os principais desafios para a produção de soja, a mais importante cultura agrícola do País.

De acordo com os especialistas, os principais problemas a serem enfrentados são de ordem fitossanitária como ferrugem asiática, percevejos e nematoides que acometem a leguminosa. Os desafios também envolvem as plantas invasoras cada vez mais resistentes a herbicidas e o manejo do solo cuja degradação e perda de fertilidade provoca o encadeamento de uma série de problemas agronômicos como surgimento de doenças e pragas.

A Embrapa destaca também a importância de se investir em tecnologias voltadas à tolerância à seca e à eficiência hídrica. O aumento da frequência de extremos climáticos, com maior intensidade e abrangência, tem imposto prejuízos consideráveis à soja. Entre 2004 e 2014, somente a região Sul do Brasil registrou prejuízos de cerca de R$27 bilhões por causa de eventos de seca. Em 37 safras brasileiras, entre 1976/1977 e 2013/2014, estima-se que o País somou US$79,6 bilhões em perdas provocadas por seca.

O aumento de produtividade é outro desafio importante. Nesse quesito, os cientistas destacam que o Brasil já dispõe de tecnologia de cultivo que permite obter produtividade muito acima da média atual de 3.394 kg/ha. Clique aqui e confira dados da evolução da produtividade da soja no Brasil.

O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) registrou a produtividade de 8.944 kg/ha em uma propriedade no Paraná, volume próximo ao obtido por outros sojicultores da região, mostrando que há espaço para aumentar a produtividade. Para isso, os autores recomendam um esforço de transferência de tecnologia em larga escala.

“Um dos aspectos principais a considerar é a forma pela qual ocorrerá o aumento da produção, ou seja, com maior ou menor expansão de área cultivada. Países que optarem por incentivar o aumento da produtividade, consequentemente com menor demanda de expansão da fronteira agrícola, melhorarão sensivelmente sua posição no mercado, consequentemente sendo mais competitivo”, preveem os pesquisadores.

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