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19 jul 2018

Brasil tem potencial para dominar comércio agrícola mundial até 2050

O Brasil vai dominar o agronegócio mundial em 2050, mas antes terá que derrubar algumas barreiras impostas pelos exportadores, especialmente os chineses. A previsão é do presidente da indústria de máquinas agrícolas John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, e tem como base, além de sua experiência, as projeções de crescimento dos PIBs das principais economias do mundo feitas por uma grande consultoria internacional. “Na indústria, estou convicto de que o domínio será dos chineses. Já no setor de serviços, ninguém vai estar à frente dos indianos”, afirmou Paulo para uma plateia de quase 2 mil pessoas durante o 8º Congresso Brasileiro da Soja, que se realiza em Goiânia.

Dono do oitavo maior PIB do mundo hoje, o Brasil, segundo o executivo, deve avançar para o sexto lugar em 2050, mais que triplicando sua economia, que passa dos atuais US$ 2 trilhões para U$ 6,5 trilhões. Só será superado por China, que crescerá quatro vezes e atingirá U$ 50 trilhões, Estados Unidos (U$ 34 trilhões), Índia (U$ 28 trilhões), Indonésia (U$ 7,3 trilhões) e Japão (U$ 6,8 trilhões). A Alemanha ficará atrás do Brasil, com U$ 6,1 trilhões. “Nos vingaremos dos 7 a 1”, disse o executivo, arrancando sorrisos do público.

“O agronegócio brasileiro está muito bem estruturado, é o único país que tem potencial de dobrar sua produção, mantendo a preservação de 66% do território nacional, e terá o enorme desafio de alimentar chineses e indianos cheios de dinheiro e dependentes da importação de alimentos.”

Segundo Paulo, a China, com garantia de mão de obra barata para suas indústrias, maior qualidade nos produtos e escala, não tem interesse em investir na produção de alimentos. Mesmo porque lhe faltam aptidão, terra de boa qualidade e água. Mas, ele alerta que os chineses, com tradição milenar de negociar, serão importadores muito exigentes e vão esconder o volume de seus estoques de alimentos. “Precisamos deixar de ser ingênuos nas negociações. Hoje, as barreiras impostas pelos países importadores são as alíquotas, mas elas estão com os dias contados no comércio mundial.” Em seguida, vêm as barreiras sanitárias, e o Brasil tem “caído como patinho” nessa armadilha, com seu sistema de vigilância frágil. Quando o Brasil se adaptar para derrubar isso, virá a salvaguarda ambiental.

Depois de três revoluções

Para comprovar que o país está capacitado para dominar o agronegócio mundial, o executivo citou as três grandes revoluções da agricultura brasileira nas últimas décadas. A primeira, na década de 70, instituiu o plantio direto, apesar da torcida contra das indústrias de máquinas e da academia. Nos anos 90, surgiu a segunda safra (exclusiva do Brasil) e a redução drástica do ciclo da soja de 150 dias para cerca de 90 dias. A terceira revolução, que estamos vivendo, é a adoção da ILPF, “uma pistola de três canos (soja, milho e boi, mais o eucalipto como reserva)” que resulta em um uso mais eficiente da terra, da mão de obra e do maquinário. A quarta, também já em curso, é a revolução digital, com a agricultura de precisão, inteligência artificial e big data.

Para o presidente da John Deere, os grandes desafios do agronegócio hoje são a conectividade, a harmonia geracional, que consiste em atrair de volta ao campo o jovem para ajudar na adoção da tecnologia e para suceder o pai, e a equiparação entre tecnologia e capacitação/ensino. “A tecnologia avançou como um coelho nos últimos anos, mas a capacitação andou a passos de tartaruga”, compara Paulo. Segundo ele, as grandes universidades têm muita culpa nisso porque fazem de suas grades curriculares “vacas sagradas”. Para exemplificar, ele diz que não há matérias de inteligência artificial nas universidades e faltam cursos rurais.

Outros entraves  a serem vencidos são o da extensão rural e da alta rotatividade da mão de obra. “É preciso redesenhar o modelo e tornar a exensão rural menos assistencialista e mais eficiente.” Para a questão da dificuldade dos fazendeiros em reter funcionários, Paulo sugere mais investimento em capacitação, pagamento de melhores salários e uma real repartição de lucros.

O executivo deixou ainda uma alerta para os brasileiros do agronegócio: “Se a gente não produzir os alimentos necessários ao mundo, podem ter certeza de que os chineses virão comprar nossos terras e produzir eles mesmos.”

Por: POR ELIANE SILVA, DE GOIÂNIA
Fonte: REVISTA GLOBO RURAL

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24 Maio 2018

Daniel Tratores participa da 7ª Rondônia Rural Show

Presente em mais uma edição da Rondônia Rural Show em Ji-Paraná, a Daniel Tratores expõe seus produtos voltados a linha agrícola. A edição desta feira, considerada a maior da Região Norte do país, também ganha notoriedade internacional.

Nestes quatro dias de exposição, a equipe da Daniel Tratores busca mostrar ao mercado e principalmente ao produtor rural, o que há de melhor em peças de reposição e manutenção para maquinários agrícolas.

Representando várias marcas renomadas, Daniel Tratores fornece produtos de primeira linha, que garantem o sucesso das atividades na lavoura.

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25 abr 2018

Equipe da Daniel Tratores recebe treinamento

Buscando sempre se manter atualizada com as novas tecnologias e tendências, a Daniel Tratores realizou atividades voltadas a toda sua equipe. O engenheiro da indústria Petronas Lubrificantes, Eliezer Vasconcelos, da cidade de Contagem em Minas Gerais, trouxe nesta semana, uma palestra aos colaboradores.

O palestrante abordou assuntos como as inovações da indústria de lubrificantes; tendências para os novos motores eletrônicos de acordo com as normas API (Americanas) e ACEA (Europeias); Lançamento de novos produtos para aplicação em transmissões hidráulicas com base semissintética agrícola John Deere, Case e AGCO; conscientização em aplicações diversas de Lubrificantes, fluidos de arrefecimento e graxas para linha Agrícola e OTR, de acordo com as montadoras CNH, Case, AGCO, Mercedes Benz, Volvo, Fiat.

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18 abr 2018

Rondônia tem 4 milhões de hectares com potencial para produção de soja

Produtores contam que preço da terra não é um empecilho e muitos conseguem implantar sistemas de irrigação para produzir ainda mais

Rondônia é uma fronteira agrícola com grande potencial para a soja, apontam especialistas. Mas, alguns problemas atrapalham o avanço da produção por lá. A falta de infraestrutura e a regularização de terras são algumas das reclamações mais recorrentes. Para mapear os problemas, a Aprosoja do estado visitou mais de 18 municípios produtores em busca de soluções para os agricultores.

Rondônia tem mil 270 propriedades rurais que adotaram a soja como carro chefe da produção. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o total da área plantada com o grãos no estado supera 296 mil hectares. Mas, ainda há espaço para uma expansão de pelo menos 4,5 milhões de hectares de pastos degradados, vistos como oportunidade para a transição para a agricultura.

“Nos últimos dez anos, tivemos um incremento de áreas plantadas de 238%. Temos ainda, uma das melhores médias estaduais do Brasil. Sem falar no clima favorável, topografia e tecnologias a disposição”, conta o secretário de agricultura do estado, Evandro Padovani.

As lavouras correspondem a apenas 5% das áreas disponíveis do estado. E isso tem chamado a atenção de muita gente. Esta falta de regularização fundiária, abre brechas para conflitos agrários, já que 90 mil propriedades ainda não têm escritura definitiva. Existem outras 60 propriedades com processos de reintegração de posse, além de 36 áreas já recuperadas.

“Por aqui, temos pessoas que simplesmente invadem propriedades para desmatar, fazer marcações e vendê-las, em um ciclo vicioso. Identificamos situações de sem terras invadindo, para baratear o preço do terreno”, afirma o coronel da Polícia Militar,  Énedy Dias de Araújo.

Muitos produtores fazem um ótimo trabalho por lá. Na fazenda de Adelmo Fernandes, em Corumbiara, os 8 mil hectares rendeu uma média de 68 sacas por hectare na safra passada. E, neste ano, ele espera repetir o resultado.

“Esta prometendo de novo. O clima segue definido e com bom volumes de chuvas na região. Iniciamos o plantio no dia 16 de outubro, ocorreu tudo bem, semeadura na época normal e a lavoura está se desenvolvendo muito bem”, ressalta Fernandes.

Em todo o estado de Rondônia, mais de 90% da soja já foi plantada. A estimativa da próxima safra é de colher 960 mil toneladas, 3% a mais em relação à safra passada.

Para não depender apenas do clima, o produtor Antônio Gemelli resolveu ir além e investiu cinco pivôs de irrigação em uma área de 640 hectares. O único problema é a energia elétrica que, além de cara, é muito escassa.

“A gente está apenas com 70% do equipamento ligado na rede elétrica geral, o resto temos que ligar em gerador de energia. A eletricidade existe na rede, mas vai toda para Sao Paulo. O que falta é o estado fazer uma rede de distribuição dentro de Rondônia”, diz Gemelli.

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28 out 2016

Parceria Brasil-Armênia prevê intercâmbio em pesquisa agrícola e ampliação do comércio

Brasil e Armênia estabeleceram acordo de intercâmbio de informações científicas no setor agrícola. A primeira visita de cientistas armênios à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está prevista para maio do próximo ano. A cooperação entre os dois países foi acertada durante encontro entre o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, e o primeiro-ministro do país, Karen Karapetyan.

A Armênia foi o último país visitado pela missão do Mapa à Europa e à Ásia, comandada por Novacki, para ampliar a participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial. O secretário-executivo revelou que também ficou acertado que os dois governos vão promover um encontro entre empresários do setor agropecuário para intensificar os negócios bilaterais. Os principais produtos exportados pelo Brasil para os armênios são carne suína, café, açúcar e fumo.

A visita ao país é resultado de um memorando de entendimento assinado entre os presidentes do Brasil e da Armênia em agosto deste ano. O presidente Michel Temer manifestou interesse na aproximação com o país asiático, que tem importante papel econômico na região. A Armênia ingressou recentemente na União Econômica Euroasiática (UEEA) – também formada pela Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão – e vem se consolidando como um grande centro regional de distribuição de mercadorias.

A missão comandada por Novacki teve início no dia 30 de setembro, com a participação do secretário-executivo no painel da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, no qual falou sobre “Tendências de longo prazo dos preços das commodities e desenvolvimento agrícola sustentável”.

Em seguida, Novacki esteve no Japão, onde negociou a retomada da exportação de carne termoprocessada e iniciou as negociações para a abertura de carne in natura. Na Rússia, foi acertada a vinda de uma missão, já no início de dezembro, para inspecionar plantas frigorificas de carnes bovina, suína, aves e lácteos.

Fonte: MAPA

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28 out 2016

Consórcio de máquinas agrícolas cresce 40% nos últimos dois anos

Apesar das vendas de máquinas agrícolas terem apresentado queda no acumulado do ano, outra forma de comercialização tem ganhado espaço no mercado. A procura por consórcio agrícola cresceu cerca de 40% nos últimos dois anos. A falta de crédito e os pagamentos mais facilitados desta modalidade têm atraído os produtores rurais.

Segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), em meados de 2014 havia quase 63 mil consorciados no segmento, o número saltou para 88 mil neste ano, alta de 13% nos últimos 12 meses.

A opção é uma das mais viáveis para quem consegue se planejar e não tem urgência na troca das máquinas “Com a situação econômica desfavorável, em contraponto com a agricultura e pecuária em crescimento, o consórcio contribui com esse setor por seu custo baixo, prazos longos e diversidade nas formas de pagamento”, afirma o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi.

Os créditos oferecidos neste tipo de operação variaram entre R$ 73,5 mil e R$ 619,9 mil. Os implementos agrícolas e rodoviários responderam pela maior parte dos contratos de consócio, com 37,3%. Seguidos pelos tratores (de roda, de esteira e retroescavadeiras), colheitadeiras e cultivadores mecanizados, com 27,3%, 22,6% e 12,8%, respectivamente.

Fonte: (Infomoney)

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28 out 2016

Autorização para dirigir trator com carteira de categoria B será analisada na CCJ

A Câmara aprovou o projeto em julho de 2015, enviando-o ao Senado. O texto agora aguarda a indicação de relator na CCJ, antes de ser submetido a votação. Depois deverá seguir para o Plenário do Senado.

Desde que o novo Código de Trânsito entrou em vigor, os condutores de tratores ou equipamentos automotores utilizados no trabalho agrícola estão obrigados a obter carteira de motorista de categoria C, destinada a quem dirige veículos no transporte de cargas com peso bruto superior a 3,5 mil quilos. Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado encontra-se projeto que pode acabar com essa exigência.

Trata-se do PLC 107/2015, aprovado na Câmara dos Deputados, que muda o Código de Trânsito para admitir que, na via pública, o condutor com formação profissional e habilitação na categoria B possa dirigir tratores de roda, de esteira ou misto, assim como equipamento automotor, destinado à movimentação de carga ou à execução de trabalho agrícola.

Quando apresentou o projeto em 2011, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) alegou que esses profissionais exercem atividade específica, raramente travando contato com o trânsito das estradas. Em sua avaliação, na maior parte do tempo, esses tratoristas atuam em propriedades rurais, devendo sua qualificação à experiência prática do dia a dia do trabalho.

O deputado também argumenta que o rigor da norma presente no Código de Trânsito bate de frente com a realidade brasileira, em que grande parte dos que lidam com tratores e máquinas agrícolas, embora tendo conhecimento dos veículos e das regras do trânsito, “sequer foi alfabetizada, sendo incapaz de se submeter ao processo de avaliação formal exigido pela legislação”.

O principal risco identificado pelo parlamentar é de excluir do mercado de trabalho profissionais que não ameaçam a segurança do trânsito, “até mesmo pela natural lentidão e visibilidade dos veículos que dirigem”.

A Câmara aprovou o projeto em julho de 2015, enviando-o ao Senado. O texto agora aguarda a indicação de relator na CCJ, antes de ser submetido a votação. Depois deverá seguir para o Plenário do Senado.

Com informações da Agência Senado

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