20 set

Confinamento de gado de Rondônia abate 75 mil animais por ano

Nadir Razini comanda império do agronegócio que fatura R$ 300 milhões por ano

O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, nesta semana, o pecuarista Nadir Razini, representante do empresário paranaense Alceu Elias Feldmann, que tem cinco grandes fazendas no Cone Sul. Aos 71 anos, o veterano criador falou do maior confinamento de gado de Rondônia, implantado por ele 27 anos atrás. “Começamos com 40 cabeças”, disse, sorrindo, o descendente de italianos.

Os números da Fazenda Juliana, que fica a 40 km de Chupinguaia, são superlativos: com “capacidade estática” para confinar 44 mil animais por ano, a propriedade aumenta em outros 12 ou 15 mil o plantel, graças ao “repique”, que é a colocação de bois que ficam no local por alguns meses, antes do abate.

Juntando ao montante o gado que vem de outro confinamento, em Ariquemes, o total abatido nas fazendas de Feldmann em Rondônia chegam a inacreditáveis 75 mil cabeças por ano.

Comando um exército de 470 empregados, Razini revelou que, dos 25 mil hectares de soja plantados em todas as fazendas, a Juliana consome cerca de 10% para alimentar o rebanho confinado. “Já a safra de milho produzida é toda consumida pelo gado que confinamos”.

Um vídeo que está sendo compartilhados nas redes sociais (VEJA ABAIXO) mostra o gigantismo do confinamento, que “Seu” Nadir acompanha de perto. O empreendimento tem grande preocupação com a sustentabilidade e, por isso, análises da água das lagoas da propriedade são feitas regularmente.

Grandes tanques, cujas rodas d’água produzem toda a energia usada para tocar o confinamento, são cuidadosamente monitorados. Mas não são eles que recebem o chorume. São outras lagoas que captam os dejetos. “Com esse sistema, evitamos que rios e igarapés próximos sejam poluídos”, disse o pioneiro, que desembarcou em Vilhena 34 anos atrás.

Responsável também pelo melhoramento genético do gado na região, o homem que comanda o império do agronegócio é um sujeito simples, mas rígido na função que exerce. “Tento ser justo com quem trabalha comigo, e exijo que praticamente tudo o que consumimos seja comprado aqui em Vilhena”.

E o impacto dos negócios do grupo paranaense na economia local é traduzido em cifras astronômicas: faturamento de R$ 300 milhões por ano, dos quais a maior parte é usada na compra de insumos, alimentos, combustíveis, peças e dezenas de outros itens, fora os impostos e taxas, que abastecem os cofres do município, do Estado e da União.

Ao comentar os outros confinamentos que surgiram na região nos últimos anos, Razini explica que o fato de as fazendas que gerencia produzirem o próprio alimento que abastece a criação é determinante para uma margem de lucro maior.

Mas, que ninguém pense que o velho pecuarista liga para a concorrência: praticamente todos os criadores de gado em confinamento no Cone Sul ouviram os conselhos dele antes de investir no segmento. “A gente passou o que aprendeu nestes 22 anos. Assim, eles evitaram os erros que eu cometi”, finalizou.

Clique abaixo e assista o vídeo:

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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