18 abr

Rondônia tem 4 milhões de hectares com potencial para produção de soja

Produtores contam que preço da terra não é um empecilho e muitos conseguem implantar sistemas de irrigação para produzir ainda mais

Rondônia é uma fronteira agrícola com grande potencial para a soja, apontam especialistas. Mas, alguns problemas atrapalham o avanço da produção por lá. A falta de infraestrutura e a regularização de terras são algumas das reclamações mais recorrentes. Para mapear os problemas, a Aprosoja do estado visitou mais de 18 municípios produtores em busca de soluções para os agricultores.

Rondônia tem mil 270 propriedades rurais que adotaram a soja como carro chefe da produção. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o total da área plantada com o grãos no estado supera 296 mil hectares. Mas, ainda há espaço para uma expansão de pelo menos 4,5 milhões de hectares de pastos degradados, vistos como oportunidade para a transição para a agricultura.

“Nos últimos dez anos, tivemos um incremento de áreas plantadas de 238%. Temos ainda, uma das melhores médias estaduais do Brasil. Sem falar no clima favorável, topografia e tecnologias a disposição”, conta o secretário de agricultura do estado, Evandro Padovani.

As lavouras correspondem a apenas 5% das áreas disponíveis do estado. E isso tem chamado a atenção de muita gente. Esta falta de regularização fundiária, abre brechas para conflitos agrários, já que 90 mil propriedades ainda não têm escritura definitiva. Existem outras 60 propriedades com processos de reintegração de posse, além de 36 áreas já recuperadas.

“Por aqui, temos pessoas que simplesmente invadem propriedades para desmatar, fazer marcações e vendê-las, em um ciclo vicioso. Identificamos situações de sem terras invadindo, para baratear o preço do terreno”, afirma o coronel da Polícia Militar,  Énedy Dias de Araújo.

Muitos produtores fazem um ótimo trabalho por lá. Na fazenda de Adelmo Fernandes, em Corumbiara, os 8 mil hectares rendeu uma média de 68 sacas por hectare na safra passada. E, neste ano, ele espera repetir o resultado.

“Esta prometendo de novo. O clima segue definido e com bom volumes de chuvas na região. Iniciamos o plantio no dia 16 de outubro, ocorreu tudo bem, semeadura na época normal e a lavoura está se desenvolvendo muito bem”, ressalta Fernandes.

Em todo o estado de Rondônia, mais de 90% da soja já foi plantada. A estimativa da próxima safra é de colher 960 mil toneladas, 3% a mais em relação à safra passada.

Para não depender apenas do clima, o produtor Antônio Gemelli resolveu ir além e investiu cinco pivôs de irrigação em uma área de 640 hectares. O único problema é a energia elétrica que, além de cara, é muito escassa.

“A gente está apenas com 70% do equipamento ligado na rede elétrica geral, o resto temos que ligar em gerador de energia. A eletricidade existe na rede, mas vai toda para Sao Paulo. O que falta é o estado fazer uma rede de distribuição dentro de Rondônia”, diz Gemelli.

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